Minimalismo, o método KonMari e a busca pela receita da felicidade

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O primeiro post de 2017 aqui no blog foi sobre esse assunto e não dá pra negar que isso vem rondando as mentes de muita gente desde o lançamento do primeiro livro de Marie Kondo "A mágica da arrumação" lá pelos meados de 2015. Eram resenhas atrás de resenhas e fotos no instagram com declarações de mudança de vida. Como alouca da organização que sou, obviamente li o livro e muitas opiniões sobre o assunto. Inclusive utilizei o método na minha casa e me livrei de (PASMEM) 800 itens. Colocarei algumas fotos do processo aqui que tirei no início porque depois estava cansada demais pra juntar tudo e tirar fotos(verdades):



Nesse momento você deve estar pensando que minha casa é perfeitamente organizada e só tem aquilo que me traz alegria, né? NÃO. Sinto te desapontar mas não funcionou bem assim, nem pra mim e nem pra ninguém que eu conheça, pelo menos não da maneira que eu imaginava. Alguns meses depois li o segundo livro da autora chamado "Isso me traz alegria" e novamente voltei para os meus pertences, realocando alguns itens e redobrando outros. Então agora funcionou, né? Casa perfeita aí vou eu! Mas novamente, não foi bem assim que a coisa aconteceu. Não me entendam mal, minha casa não é uma completa bagunça e estou passando bem longe de ser algum tipo de acumuladora. Mas aquele ideal de casa que nunca mais precisará ser organizada que ela cita no livro, eu não atingi.


Pra ser bem sincera isso me deixou bem P*** DA VIDA. Porque eu segui os passos, a ordem do processo, as tão famosas "dobras" e mesmo assim não obtive o ambiente perfeito que transmite alegria para todos os lados conforme prometido. E foi nesse momento que conheci o minimalismo, frustrada com a "receita de bolo" que não deu certo, encontrei algo que sem muitas regras me fez reavaliar tudo na vida. Não só minha casa mas também meus relacionamentos, meu emprego, meus pensamentos, TUDO. Não estou aqui pra dizer que o método KonMari não presta e que Marie Kondo não fala nada de útil em seus livros, muito pelo contrário, eu gosto muito dos 2 livros que ela escreveu e acho o método super válido. O problema está com as pessoas que continuam a procura da "receita do sucesso". Acho que já está na hora da gente admitir pra si mesmo que ela não existe e que nunca vai existir não é mesmo? Como falar de sucesso de maneira geral quando a gente nem sabe definir direito o que essa palavra significa? Talvez sucesso pra você seja ser dono de uma grande empresa e ganhar muito dinheiro. E pra sua amiga seja ser uma boa mãe e criar seus filhos para serem boas pessoas ou então conhecer a maior quantidade de lugares possíveis durante toda a vida. Não existe receita de sucesso, porque não existe receita de felicidade. E eu te garanto que organizar sua casa, da maneira mais "perfeita" possível também não vai te trazer nenhuma dessas duas coisas. A descoberta dessa "receita" é pessoal e intransferível, como dizem. Não existe atalho, nem curso, nem livro ou texto que vai te fazer uma pessoa realmente feliz. Claro que o ambiente que a gente vive é um reflexo de quem a gente é lá dentro e por mais que a mudança externa seja boa, uma hora o interno toma conta de novo. E a gente volta pros mesmos padrões de comportamento, porque afinal a gente aliviou os sintomas mas não curou a "doença".

Olha, eu preciso dizer que não está sendo fácil lidar com tantas descobertas. E por isso eu quis vir aqui dizer que diferente do que você imagina minimalismo não é um estilo de vida só pra quem gosta de fazer mochilão e ter 2 pares de calça no guarda roupa. É muito mais que isso. É um estilo de vida que te faz rever seus conceitos e buscar cada vez mais o autoconhecimento. E o melhor de tudo, é que não existem regras. Se você tem 20 ou 60 anos, quer casar e ter 5 filhos em uma casa gigante no interior ou doar todas as suas coisas e viver com o que couber numa mochila viajando pelo mundo, ótimo. Não existem regras a serem seguidas, a única pergunta que você deve se fazer constantemente é: Isso agrega valor a minha vida? Ser minimalista não é sobre "quem tem menos peças de roupa" ou viver em uma casa com paredes e móveis brancos por todo lado. Não existem regras que você tem que se adequar pra utilizar o método ou "fazer parte do grupo". Minimalismo é sobre você, sua jornada, seu autoconhecimento e tudo aquilo que agrega valor a sua vida. Seja algo material ou não. É um estilo de vida que começa de dentro pra fora e não o contrário. Você não começa arrumando suas coisas e tirando fotos de antes e depois pra postar no instagram. Você começa a estudar sobre o assunto e quando vê tudo aquilo que considerava imprescindível em sua vida, na verdade não agrega valor. Você para de olhar pra todas as vitrines e enxergar necessidades, que na verdade nem existiam. Você começa a se preocupar mais com seu corpo, sua saúde, alimentação e o impacto que isso tem na sua vida, na vida do outro e no planeta. E pra mim esse processo é algo cíclico, ou seja, não tem fim. Não é algo que você vai fazer em um final de semana e a partir daí se tornar membro do "clube dos minimalistas". Pra mim, o mais legal sobre o minimalismo é que ele não te impõem regras, não te aprisiona. Muito pelo contrário, ele na verdade te liberta. Te liberta do que os outros pensam que você deveria fazer ou como você deveria ser. Te traz perspectiva, e te dá mais clareza pra enxergar o que é e o que não é prioridade na SUA vida.
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Essa semana vou fazer 25 anos e fazendo um análise sincera da situação posso não ser a pessoa que se adequa ao que os outros, a sociedade ou mesmo eu mesma esperava a um tempo atrás, mas eu estou sendo fiel a mim. Aos meus princípios e valores, e ao que eu acredito que agrega valor a minha vida. Não tem preço dormir e acordar com a certeza de que a pessoa que eu sou hoje não tem a obrigação de permanecer imutável pro resto da vida, mas tem o compromisso de ser a melhor versão dela mesma todos os dias.

Se você se interessa pelo assunto existe um app chamado Minimalism Amino (disponível para Android e IOS) onde pessoas do mundo inteiro postam suas experiências sobre minimalismo (imagens e textos). O app é em inglês mas existe uma comunidade brasileira chamada Minimalism Brazil. Então se você precisa daquele empurrãozinho extra, tenho certeza que essa comunidade vai te ajudar muito a se manter inspirado.

Pra finalizar depois desse textão, só queria dizer que minimalismo é sobre alinhar cada etapa da sua vida aos seus princípios e prioridades, sempre somando com aquilo que agrega valor e descartando aquilo que não agrega(em todos os aspectos). Porém, como tudo na vida sempre existirão os fanáticos dizendo que se você não usar cores neutras, ter 10 peças no guarda roupa ou ir de bicicleta pro trabalho, você não é um verdadeiro minimalista. E isso não é verdade. Não deixe que o que agrega valor ao outro entre na sua vida sem ser ao menos questionado. Nessa hora a gente tem que lembrar que essa pessoa também está se redescobrindo e as vezes é mais fácil procurar "defeitos" na descoberta do outro do que ter coragem de olhar pra dentro de si de verdade e encarar sua própria realidade.

Espero que esse post inspire vocês de alguma forma e me encontrem lá no app Minimalism Amino (@Mirley Wohlers) pra compartilhar experiências e dicas!

Sábado de Séries: Santa Clarita Diet


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Mais uma série lançada pelo Netflix pra gente amar! Santa Clarita Diet foi adicionada ontem (03/02) e conta com a primeira temporada completa com 10 episódios. Recebi uma notificação no celular e adivinhem? Estou no oitavo episódio. A série é uma comédia zumbi, sim você leu direito, COMÉDIA ZUMBI. É a segunda série desse tipo que assisto e adorei as duas, daquelas levinhas sabe? Você passa horas assistindo e nem percebe. E pra melhorar, a personagem principal é Drew Barrymore. Como não amar As Panteras, não é mesmo? 

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Mas vamos a história, Sheila (Drew Barrymore) é casada com Joel (Timothy Olyphant). Os dois moram em Santa Clarita, cidade do subúrbio de Los Angeles com sua filha adolescente chamada Abby (Liv Hewson). Trabalham juntos como corretores imobiliários e estão casados a mais de vintes anos vivendo uma vida pacata ao lado de seus vizinhos com vidas aparentemente parecidas com as deles. Até um dia quando Sheila aparentemente passando mal, vomita muito (MUITO mesmo, a série não nos poupa desse tipo de cena) e morre. Alguns segundos depois acorda como "morta-viva"/zumbi com anseios por carne. A trama tem um humor ácido e diálogos super rápidos num formato de episódios curtos (em torno de 28 minutos).

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Em certo momento, Sheila acaba provando carne humana e a partir daí é só isso que ela consegue consumir transformando ela e seu marido em assassinos super desajeitados vivendo ao lado de vizinhos policiais

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Por mais que tentem se adaptar a nova realidade o papel de assassinos de pessoas "inocentes" não lhe cai muito bem e os dois vão a procura de uma cura. Será que Drew (ops, Sheila) voltará a ser uma pacata mãe/corretora de Santa Clarita? 

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Não acho que seja a série da sua vida, mas é algo leve e engraçado para aqueles dias que você quer matar o tempo com uma gordice no sofá.

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Seguem os trailers pra dar aquele gostinho:

                              

                              

                              

Vi por aí: Fitz é o pior, parem de ser mimados e lingerie à mostra



É TENDÊNCIA: LINGERIE À MOSTRA. #ACHOPHYNO

Aquele artigo educativo pros boys que acham que levando o prato até a pia já estão fazendo até demais! #nospoupem


Não é por moralismo. Não é por respeito às instituições. É por respeito ao amor. É por respeito a quem dorme na nossa cama. É porque eu estou achando, cada vez mais, que somos uma porra de uma geração mimada, que aceita os desafios da carreira, dos estudos e do dinheiro, mas que não tem saco nem para o primeiro desafio da convivência e que não tem tempo nenhum para “perder” na construção diária do amor. Parem de ser mimados e lutem pelos seus relacionamentos.



Porque, honestamente, Fitz é o pior. Ele é absolutamente o pior. Caso você não acredite em mim, estou preparada para apresentar minha lista de razões. Podia ter sido escrito por mim, mas não foi. #TchauFitz


Em 2017 o que vem te impedindo de ter a vida que você sempre quis?

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O primeiro mês do ano já se foi e pela primeira vez posso dizer que não me sinto desesperada com isso. Posso afirmar, com muito orgulho, que janeiro não só passou pela minha vida mas ele foi vivido e aproveitado. O ano de 2016 foi um ano de muitas mudanças. De início foram mudanças externas, perdi meu emprego e por isso minha rotina diária mudou drasticamente. Essa mudança levou a  vários questionamentos internos e eu me vi repensando tudo aquilo que eu sempre tive certeza que "devia" ter e ser. Eu devia ter um bom emprego, devia ter dinheiro pra viajar (afinal os 20 e poucos anos são a melhor fase da vida, dizem), devia ter uma poupança pra velhice (um dia ela chega, não é mesmo?), devia ter um apartamento enorme decorado que nem aqueles de revista, devia também ter um marido maravilhoso e já estar planejando nosso primeiro filho, devia ter ótimas histórias pra contar e viver grandes aventuras, devia ter muitos sapatos, muitas roupas, muitas bolsas, maquiagens e pelo menos uns 20 tipos de iluminadores diferentes. Aposto que você se identificou com alguns desses tópicos e ainda visualizou alguma imagem parecida com essa:

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Após analisar essa lista que se estendeu com muitos outros itens, percebi que muitos daqueles supostos "sonhos" não eram meus e não faziam sentido na minha vida. E que na verdade, eu NÃO DEVIA coisa alguma. Resumindo em poucas linhas parece pouco, algo fácil mas foi um baita choque, uma revolução interna, um despertar que estava pra acontecer a tanto tempo e que finalmente havia acontecido. Foi difícil demais desconstruir ideias enraizadas por tantos anos e não posso dizer que é um objetivo concluído, continuo em desconstrução todos os dias. Mas voltando a 2016, ano passado finalmente fiz meu big chop e me libertei de vez das duas texturas de cabelo (tem post sobre a minha transição aqui), descobri também que a minha profissão não é bem o que eu quero pra minha vida e estou em processo de mudança nesse aspecto também. E a descoberta feita por mim que talvez tenha trago mais impacto no último ano foi a de que as coisas que mantemos ao nosso redor afetam diretamente como vivemos nossa vida. Eu moro sozinha num apartamento de 50 m² e no último ano tirei mais de MIL ITENS de dentro da minha casa. 1000! M-I-L! E sabe o que vou fazer amanhã? Começar minha maratona de destralhe e organização de 2017 porque ainda acho que tenho coisas demais.

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Eu sei que com 20 e poucos anos nos sentimos indestrutíveis, damos pouco valor a nossa saúde, a nossa família e principalmente ao nosso tempo. Mas entender de uma vez por todas que somos pessoas finitas e não infinitas, muda toda perspectiva da sua vida. Não faz mais sentido gastar seus finais de semana limpando uma casa cheia de coisas que você nem gosta tanto assim, invés de passar o dia curtindo com seus amigos e família. Não faz sentido se matar naquele emprego que você achava que era tudo o que você queria, mas que no fim está te custando sua saúde física, emocional e estragando seu tempo livre porque tudo que você faz é se preocupar e reclamar sobre a segunda feira. Pra mim não faz mais sentido gastar a minha vida num ciclo vicioso de juntar dinheiro pra comprar coisas e então passar o resto da vida "mantendo" todas essas coisas acumuladas.

E foi aí que eu conheci o minimalismo! Minimalismo é um assunto muito amplo que merece um outro post só sobre ele, mas ser minimalista te liberta daquilo que a sociedade considera que você deveria ter e te cerca daquilo que você quer e ama. O ponto onde eu queria chegar é que tem se falado muito sobre destralhe e organização hoje em dia na internet, mas antes de qualquer ação devemos sempre entender a motivação por trás dela. A organização não tem um fim nela mesma, você não se torna organizado para simplesmente ser organizado. Você se torna uma pessoa mais organizada porque você valoriza mais as experiências do que as coisas e perder tempo com coisas não faz mais sentido pra você. Uma das minhas resoluções pra 2017 era ser mais consciente em relação ao que me cerca em todos os sentidos, inclusive o espaço físico. Ser consciente do que está ao seu redor e perceber que está cercado por coisas que você aprecia, te enche de felicidade e de gratidão. Te faz alguém mais tranquilo, menos ansioso, uma pessoa mais positiva e mais agradável.
Converse com qualquer adulto hoje em dia e pergunte o que ele gostaria de ter mais na vida, ele provavelmente vai responder 3 coisas: mais dinheiro, mais tempo e menos stress. Ser um consumidor mais consciente te faz economizar dinheiro. Ter somente as coisas que você precisa, te faz ter mais tempo pras coisas da vida que realmente importam e ser cercada por coisas que você ama, diminuem seu stress e aumentam sua felicidade.

Uma das frases que mais me marcou durante esse período de "mudança" em 2016 foi escrita por Henry David Thoreau que diz: "The price of anything is the amount of life you exchange for it", numa tradução livre seria "O preço de qualquer coisa é o quanto de vida você troca por isso".

A minha proposta com esse post é que você olhe ao seu redor, aí na sua casa e se pergunte o quanto da sua vida você trocou pra ter e manter todas essas coisas. Valeu a pena? Tem valido a pena? Ou você preferia ter passado aquele domingo com a sua avó? Aquele fim de tarde com seu namorado? Aquele sábado com seus amigos?

Será que você vem vivendo a sua vida cercado de coisas e pessoas que você ama?