Quinta Musical: Yes, yes, yes, Beirut!!!



Não adianta: se uma banda que eu AMO lança disco novo, TEM que virar post aqui no Mirabolante! Foi assim com Alabama Shakes, e hoje será assim com Beirut! <3 <3 <3 

Ai gente,  é amor que não cabe em mim! Amo, amo, AMO essa banda! Esse é um daqueles grupos diferentões que dividem opiniões. Enquanto eu amo/sou, um amigo meu diz que é "pagode romeno". hahahaha... Uma definição bem humorada e até certo ponto muito certeira, porque de fato o som de Beirut tem uma coisa meio Bálcãs, meio Leste Europeu. Pelo menos já teve mais. Vamos começar do começo então.  

A banda existe desde 2006, mas eu só conheci (eu e 90% dos fãs brasileiros da banda) em 2008, assistindo a minissérie Capitu da Globo, que tinha Elephant Gun como tema musical de Bentinho e Capitu adolescentes. Gente, que música é essa! 
  
Vou nem esperar pelo top 5. Sintam a música nesse clipe feito com cenas da minissérie: 






Desde então, tenho ouvido muito, comprado discos (ainda sou dessas) e pesquisado um tantinho sobre eles.

A mente por trás dessa lindeza toda é o americano Zac Condon. Nessa entrevista Zac conta que quando era adolescente, enquanto todos os amigos tocavam guitarra e tinham bandas de rock, ele queria ser diferente. E conseguiu! 



Zac Condon superdotado tocando alguns de seus instrumentos... 


... e sendo fofo tocando ukulele do jeito que o povo gosta e não vai mais conseguir parar de ouvir. 

Inicialmente , no EP Lon Gisland e nos discos Gulag Orkestar (o nome eslavo é proposital) e The Flying Cup Club, o som é bem folk MESMO! Do tipo que você ouve e se imagina numa festa de rua em algum lugar do Leste Europeu (lembram do "pagode romeno" do meu amigo?). 


 ~nóis dançando Beirut no meio da rua~ 

No meio do caminho, apareceu um disco esquisitão, o March Of The Zapotec, que eu não consigo ouvir muito porque me deixa agoniada. hahahaha... Não me pergunte o porquê que eu não sei explicar. 

E eis que depois da fase super folk, aparece o The Rip Tide, meu disco preferido! <3 Ainda tem elementos folk sim, a banda sempre vai ter, mas entraram outras nuances na jogada. Instrumentos eletrônicos (como o meu amado tecladinho de Santa Fe) se fizeram mais presentes nos arranjos. Eu interpretei como a banda seguindo a onda de "popzação" que tá afetando geral ultimamente, mas na entrevista que eu linkei mais acima Zac explica que deixou de focar em fazer um som diferente pra intrigar o povo e quis começar a ir por um caminho que tivesse mais a ver com seus desejos e suas raízes musicais.  

O ápice desse processo é o álbum No, No, No, lançado semana passada, de longe o mais palatável pro público mainstream. O disco é cheio de músicas leves e gostosinhas, dessas pra ouvir numa tarde ensolarada, sabe? Estou simplesmente apaixonada. De um tanto que ouvi o disco inteiro por 7 vezes seguidas no sábado. hahaha... Isso não é imersão, é afogamento! 

Vou deixar agora meu top 5 da banda. Começando pela posição nº2, porque a primeira sempre foi e sempre será Elephant Gun. Valor sentimental. <3 

2. The Rip Tide: simplesmente amo essa introdução com os metais. Pra entrar na vibe da letra e flutuar mesmo... 








3. Nantes: Essa tem tudo que tornou Beirut famosa e a gente ama: batidinha folk, acordeão, arranjo de metais maravilhoso, Zac cantando embolado e sendo lindo mesmo assim... tudo de bom. 






4. No, No, No: A que mais pegou em mim do disco novo. Trilha certa pro verão. 





5. Vagabond: sempre fico pulandinho na cadeira quando ouço. hahaha... levinha e deliciosa, assim como o clipe vintage lindo. 



  
E eu sei que tecnicamente estou roubando indicando mais de cinco músicas, mas embora não esteja nos álbuns, não dá pra deixar de fora eles cantando Leãozinho, de Caetano: 




Muita fofura pro meu coração esse sotaque! *-* 

Todos os discos deles estão lá no Spotify. Ouçam!!! 

É isso, pessoal! Um beijo e até a próxima. :*

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