Quinta Musical - Série Pernambucanidades: Tibério Azul


2016 vai ser um ano de recomeços pra mim, e uma oportunidade de finalmente fazer as coisas do jeito que acho que deveriam ser feitas. Colocar prioridades, sabe?  Portanto, resolvi que minha participação no blog vai se restringir à Quinta Musical mesmo, e vou trabalhar pra deixar isso aqui cada vez melhor pra vocês, leitoras-ouvintes. Vou continuar com as playlists (a Playlisteria ainda existe, viu gente?) e indicando gente boa que descobri por aí, ou que já mora no meu coração e pode morar no de vocês também, mas nos posts estilo "indicação de artista/banda" vão acontecer algumas mudanças.

Não sei se devido à correria que foi o final de 2014 e 2015 (justamente o tempo de minha colaboração por aqui), acabei meio monotemática musicalmente. Ouvindo muito mais do mesmo, sabem? Tanto nas playlists quanto nos posts, houve uma predominância de bandas e cantores indie, quase todos estrangeiros. Parando pra pensar, acho que isso é uma tendência meio generalizada. Nas rádios que não são voltadas pra classe C ou especificamente para a música nacional, tem muito pouca gente brasileira tocando. Um pecado! E com tanta canção linda de gente maravilhosa jorrando nas nossas terras tupiniquins, não dá mais pra ficar só na zona de conforto indie  internacional. Todo esse arrodeio foi pra dizer que uma das metas da Quinta Musical em 2016 é trazer mais música brasileira pra vocês. Outra novidade é que eventualmente as indicações vão vir em séries temáticas.

Pois bem, pra quem ainda não sabe, eu sou pernambucana. E portanto, megalomaníaca o suficiente para afirmar que nosso estado é pai de muitos dos melhores nomes da música nacional, de outros tempos e de agora. [Sobre nossa megalomania, vale assistir esse vídeo engraçadíssimo... kkkk]. Logo, nossa primeira série será sobre artistas maravilhosos, pernambucanos e pernambucanas que fazem música da boa e que talvez não sejam tão conhecidos por vocês.

Pra abrir a nossa série, um artista que eu ouvi por indicação de amigos (muito depois de ele estourar, é verdade) e que tem um dos melhores discos que já ouvi nos últimos tempos: Tibério Azul!



Sim, ele é bem de humanas das miçangas. Mas é miçangagem de primeira, viu?

Tibério já fez parte de bandas como Banda Seu Chico (como o nome já diz, tocando versões de músicas de Chico Buarque) e Mula Manca e a Fabulosa Figura. Seu primeiro disco solo, Bandarra, foi lançado no final de 2011 e foi muito bem recebido pela crítica. Poesias lindas - porque chamar apenas de "letras" é muito pouco - e arranjos primorosos resultam num álbum de primeira. Adoro os metais! 

E em 2016 vai ter disco novo (uhul!!!). Não faço ideia do que será, mas só sei que também deve ser algo muito bom. Deixo agora meu Top 3 de Bandarra:


1º. Veja Só: tem os metais maravilhosos que eu falei, e vai ser meu hino em 2016 (foi tanta mudança e caos em 2015, vamos simplificar a vida esse ano?). Dá vontade de montar numa Caloi colorida e sair pedalando por aí.



Veja só
E eu pensei que fosse o fim
Tudo que eu tinha eu revi
Mas minha alma ficou

2º. Vamos Ficar Sol: se um amor de verão durasse a vida inteira, resultaria nesse casal.




Vamos ficar sol
Sóis o dia inteiro pra nós
O mundo move devagar
Dá pra sentir

Um pouco mais
Faz de conta que as contas se vão
No fim o que deve contar
É o coração

3º. Bandarra: o que são essas cordas, gente? Puro amor. Bem filosófica, do jeito que Tibério gosta.






A vida é tão veloz
O tempo passa, e nós?
Vamos deixar 
Num canto seco o Coração?
Meu peito ferve e amor é alimentação
Não sei pra quê tanto blá blá blá


É possível encontrar o álbum completo no Spotify e no Soundcloud. Um ano novo de música Azul de bolinha branca pra todos nós!

Um beijo e até a próxima! :*


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