Em 2017 o que vem te impedindo de ter a vida que você sempre quis?

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O primeiro mês do ano já se foi e pela primeira vez posso dizer que não me sinto desesperada com isso. Posso afirmar, com muito orgulho, que janeiro não só passou pela minha vida mas ele foi vivido e aproveitado. O ano de 2016 foi um ano de muitas mudanças. De início foram mudanças externas, perdi meu emprego e por isso minha rotina diária mudou drasticamente. Essa mudança levou a  vários questionamentos internos e eu me vi repensando tudo aquilo que eu sempre tive certeza que "devia" ter e ser. Eu devia ter um bom emprego, devia ter dinheiro pra viajar (afinal os 20 e poucos anos são a melhor fase da vida, dizem), devia ter uma poupança pra velhice (um dia ela chega, não é mesmo?), devia ter um apartamento enorme decorado que nem aqueles de revista, devia também ter um marido maravilhoso e já estar planejando nosso primeiro filho, devia ter ótimas histórias pra contar e viver grandes aventuras, devia ter muitos sapatos, muitas roupas, muitas bolsas, maquiagens e pelo menos uns 20 tipos de iluminadores diferentes. Aposto que você se identificou com alguns desses tópicos e ainda visualizou alguma imagem parecida com essa:

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Após analisar essa lista que se estendeu com muitos outros itens, percebi que muitos daqueles supostos "sonhos" não eram meus e não faziam sentido na minha vida. E que na verdade, eu NÃO DEVIA coisa alguma. Resumindo em poucas linhas parece pouco, algo fácil mas foi um baita choque, uma revolução interna, um despertar que estava pra acontecer a tanto tempo e que finalmente havia acontecido. Foi difícil demais desconstruir ideias enraizadas por tantos anos e não posso dizer que é um objetivo concluído, continuo em desconstrução todos os dias. Mas voltando a 2016, ano passado finalmente fiz meu big chop e me libertei de vez das duas texturas de cabelo (tem post sobre a minha transição aqui), descobri também que a minha profissão não é bem o que eu quero pra minha vida e estou em processo de mudança nesse aspecto também. E a descoberta feita por mim que talvez tenha trago mais impacto no último ano foi a de que as coisas que mantemos ao nosso redor afetam diretamente como vivemos nossa vida. Eu moro sozinha num apartamento de 50 m² e no último ano tirei mais de MIL ITENS de dentro da minha casa. 1000! M-I-L! E sabe o que vou fazer amanhã? Começar minha maratona de destralhe e organização de 2017 porque ainda acho que tenho coisas demais.

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Eu sei que com 20 e poucos anos nos sentimos indestrutíveis, damos pouco valor a nossa saúde, a nossa família e principalmente ao nosso tempo. Mas entender de uma vez por todas que somos pessoas finitas e não infinitas, muda toda perspectiva da sua vida. Não faz mais sentido gastar seus finais de semana limpando uma casa cheia de coisas que você nem gosta tanto assim, invés de passar o dia curtindo com seus amigos e família. Não faz sentido se matar naquele emprego que você achava que era tudo o que você queria, mas que no fim está te custando sua saúde física, emocional e estragando seu tempo livre porque tudo que você faz é se preocupar e reclamar sobre a segunda feira. Pra mim não faz mais sentido gastar a minha vida num ciclo vicioso de juntar dinheiro pra comprar coisas e então passar o resto da vida "mantendo" todas essas coisas acumuladas.

E foi aí que eu conheci o minimalismo! Minimalismo é um assunto muito amplo que merece um outro post só sobre ele, mas ser minimalista te liberta daquilo que a sociedade considera que você deveria ter e te cerca daquilo que você quer e ama. O ponto onde eu queria chegar é que tem se falado muito sobre destralhe e organização hoje em dia na internet, mas antes de qualquer ação devemos sempre entender a motivação por trás dela. A organização não tem um fim nela mesma, você não se torna organizado para simplesmente ser organizado. Você se torna uma pessoa mais organizada porque você valoriza mais as experiências do que as coisas e perder tempo com coisas não faz mais sentido pra você. Uma das minhas resoluções pra 2017 era ser mais consciente em relação ao que me cerca em todos os sentidos, inclusive o espaço físico. Ser consciente do que está ao seu redor e perceber que está cercado por coisas que você aprecia, te enche de felicidade e de gratidão. Te faz alguém mais tranquilo, menos ansioso, uma pessoa mais positiva e mais agradável.
Converse com qualquer adulto hoje em dia e pergunte o que ele gostaria de ter mais na vida, ele provavelmente vai responder 3 coisas: mais dinheiro, mais tempo e menos stress. Ser um consumidor mais consciente te faz economizar dinheiro. Ter somente as coisas que você precisa, te faz ter mais tempo pras coisas da vida que realmente importam e ser cercada por coisas que você ama, diminuem seu stress e aumentam sua felicidade.

Uma das frases que mais me marcou durante esse período de "mudança" em 2016 foi escrita por Henry David Thoreau que diz: "The price of anything is the amount of life you exchange for it", numa tradução livre seria "O preço de qualquer coisa é o quanto de vida você troca por isso".

A minha proposta com esse post é que você olhe ao seu redor, aí na sua casa e se pergunte o quanto da sua vida você trocou pra ter e manter todas essas coisas. Valeu a pena? Tem valido a pena? Ou você preferia ter passado aquele domingo com a sua avó? Aquele fim de tarde com seu namorado? Aquele sábado com seus amigos?

Será que você vem vivendo a sua vida cercado de coisas e pessoas que você ama?

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